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|| Notícias

Nova tradução de O Livro dos Espíritos de Allan Kardec (21h35min)
em 23/07/2010
por Pedro Lucas Rodrigues
 
A sabedoria está em não pensares que sabes aquilo que não sabes... (Sócrates)

Sabia que Abraham Lincoln (16º presidente dos Estados Unidos da América)era espírita e que foi pressionado pelos espíritos para abolir a escravatura?

Manifestações espontâneas de seres espirituais, designados pelo senso comum, de fantasmas ou assombrações, bem como a crença da continuação da vida após a morte, foram sempre uma constante no imaginário de boa parte das grandes civilizações...

[SAIBA MAIS] 

COMO TUDO COMEÇOU

A sabedoria está em não pensares que sabes aquilo que não sabes... (Sócrates)

Sabia que Abraham Lincoln (16º presidente dos Estados Unidos da América) era espírita e que foi pressionado pelos espíritos para abolir a escravatura?

Manifestações espontâneas de seres espirituais, designados pelo senso comum, de fantasmas ou assombrações, bem como a crença da continuação da vida após a morte, foram sempre uma constante no imaginário de boa parte das grandes civilizações terrenas, desde a Lemuriana e Atlante, passando pela Egípcia, Grega, Inca, Asteca, Maia, Romana e contemporânea. Até a vida messiânica de Jesus Cristo, - um marco na história da humanidade, - foi pautada por contextos e diálogos que evidenciam a existência de outras vidas, porém, incompreendido pelos homens, como narram os Evangelhos. Assim continuaria através dos séculos...

De todos os relatos fantasmagóricos, um se destacaria no dia 31 de Março de 1848, em Hydesville, Estado de Nova Yorque (América). Uma menina de apenas sete anos de idade, Kate Fox, perante ruídos e pancadas ocultas manifestadas em sua casa, teve a audácia de desafiar a força provocadora desses barulhos, solicitando que repetisse o número de palmadas que iria dar. Imediatamente seguiu-se o som com o mesmo número de palmadas. Então Margareth, sua mãe, disse brincando: agora faça exatamente como eu: conte um, dois, três, quatro... , e bateu palmas. De seguida os ruídos se produziram como antes. Perante a sua incredulidade e para conseguir uma resposta mais concludente, pensou em fazer um teste que ninguém seria capaz de responder, pedindo que fossem indicadas as idades dos seus filhos. Instantaneamente foi dada a exata idade de cada um, prosseguindo a comunicação com outros detalhes. Estabelecia-se assim o primeiro caso de comunicação direta com espíritos, noticiado pela imprensa mundial e testemunhado por jornalistas e estudiosos, ficando conhecido pelo “fenômeno de Hydesville”.

Destaca-se também um trabalho de pesquisa aturado, minucioso e perspicaz, desenvolvido pelo eminente jornalista e escritor espírita Wallace Leal Valentim Rodrigues, redator-chefe à época, da Casa Editora O CLARIM de Matão, fundada pelo não menos eminente espírita Cairbar Schutel (1868-1938), responsável pela edição do jornal O Clarim e da Revista Internacional de Espiritismo, descobrindo e traduzindo livros esquecidos publicados na América e que nos dão conta das sessões mediúnicas levadas a cabo por vários presidentes da República, na famosa CASA BRANCA. São eles: “THE EMANCIPATION PROCLAMATION” do Coronel Simon P. Kase e “WAS ABRAHAM LINCOLN A SPIRITUALIST?” da famosa médium Nettie Colburn Maynard (que escreveu suas memórias, vindas a público em 1917). Desse trabalho resultou a publicação brasileira: Sessões espíritas na Casa Branca. Essas leituras comprovam-nos que os presidentes Abraham Lincoln (16º presidente – 1861/65), Woodrow Wilson (28º presidente – 1913/21), Franklin Delano Roosevelt (32º presidente – 1933/45) e Dwight Eisenhower (34º presidente – 1953/61), fizerem reuniões mediúnicas na Casa Branca (residência dos presidentes da república dos Estados Unidos da América), onde obtiveram orientações espirituais em decisões importantes dos seus mandatos. Millard Fillmore (13º presidente – 1850/53), apesar de frequentar reuniões espíritas, não foram comprovadas realizações das mesmas na Casa Branca durante o seu mandato. Todavia, o caso mais flagrante foi a pressão exercida pelos espíritos sobre Abraham Lincoln para que sancionasse a declaração emancipadora dos escravos que, segundo os espíritos, teria reencarnado com essa finalidade.

Não podemos esquecer também o contributo decisivo para a guerra da secessão Americana (1861/1865) e, como consequência, para a abolição da escravatura, a célebre obra “UNCLE TOM´S CABIN”, vertida para o português com o nome de “A CABANA DO PAI TOMÁS”, publicada em 1851, por Harriet Beecher Stowe, descrita como forte libelo contra a escravatura. Entretanto, a sua autora declarou sempre que a obra não era sua, mas que lhe teria sido ditada pelos espíritos. Apesar disso, os meios de comunicação da época, eivados de preconceitos, que ainda hoje se verificam, de algum modo, nunca deram a ênfase que esses argumentos justificavam, esforçando-se, ao invés, por ocultá-los. Todavia, e não obstante quererem processá-la inicialmente pelo impacto do seu conteúdo, dizendo-se não corresponder à realidade, a obra acabou por ter um êxito retumbante em todo o mundo, sobretudo na própria América e na Inglaterra, onde se venderam em curto espaço de tempo, mais de 1.500.000 de exemplares.

Voltando-nos agora para a Europa na época dos anos 1850, era comum o fenômeno designado de “mesas girantes ou dançantes”, que se moviam sozinhas, em cafés e salões de Paris (França). Perante a admiração e incredulidade geral, Hippolyte Léon Denizard Rivail, eminente pedagogo de então, foi convidado a investigar esses fenômenos. Após profunda, meticulosa e convincente investigação, concluiria que essas mesas movimentavam-se pela influência de forças ocultas, que designaria de espíritos; nem mais nem menos que a “essência da vida” daqueles que “morreram”, concluindo que a morte só existe para o corpo físico, e que essa essência ou espírito é imortal e retorna em outros corpos e outras vidas, até atingir a perfeição moral. Nascia assim o novo conhecimento doutrinário e existencial do homem, fundamentado nos princípios evangélicos de Jesus Cristo e que se chamaria ESPIRITISMO. Doutrina essa que seria outorgada pelos espíritos superiores designados para esse efeito, através das respostas de 1.019 perguntas elaboradas e feitas por Allan Kardec, nome pelo qual passaria a designar-se esse pedagogo, constituindo-se assim “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, a primeira e sublime obra vinda a público, abrangendo a problemática existencial do homem, desmistificando para sempre as utopias dogmáticas vigentes no âmbito religioso.

Não será muito difícil imaginar o impacto social provocado pela publicação dessa obra em 18 de Abril de 1857, numa sociedade de “status quo” religioso estabelecido há milhares de anos. Sequer podemos imaginar a coragem e determinação de Kardec, ao publicar um código doutrinário que contrariava todos os princípios dogmáticos religiosos e sociais da época, sabedor de todos os vexames de que iria ser vítima, colocando em risco a sua reputação de acadêmico e desafiando preconceitos, se nos lembrarmos que, ainda hoje, passados quase 153 anos, encontramos pessoas que torcem o nariz e olham-nos de lado quando alguém se declara espírita, associando-nos de imediato ao charlatanismo, bruxaria ou feiticismo. Ainda se faz juízo de valor sobre aquilo que se desconhece. Para esses, temos a resposta da ciência.

A segunda metade do séc. XIX e a primeira do séc. XX foi riquíssima no surgimento de um grande número de cientistas que deslumbraram o mundo com os seus inventos e avanços de toda a ordem. Escusado será dizer que o advento do Espiritismo nesse meio, foi olhado inicialmente com desdém, desacreditado até por todos os homens de ciência de então. Não obstante, destacamos um número significativo que, apesar de não acreditar, tiveram a humildade de investigar. Então, vamos encontrar os maiores expoentes da ciência dessa época, entregar-se com denodo e argúcia ao estudo sério desses fenômenos. É muito difícil imaginar-se, mesmo para os estudiosos de hoje, as experiências exaustivas levadas a cabo por esses pioneiros. Devemos aplaudir os médiuns de então, que com toda a humildade se deixaram submeter a toda a sorte de experiências, algumas até humilhantes, para que não houvesse a mínima possibilidade de qualquer mistificação, destacando-se talvez a médium italiana Eusápia Palladino. Realizaram-se as experiências mais extravagantes e difíceis de conceber, até à exaustão, na tentativa de desmistificar o Espiritismo. E, pasme-se: todos esses corajosos e destemidos cientistas que inicialmente negaram e desacreditaram o Espiritismo, acabaram por se render publicamente à evidência dos fatos. Está tudo documentado e comprovado para quem quiser dar-se ao trabalho de investigar. Seria fastidioso desenvolver o trabalho desse numeroso grupo de cientistas, no âmbito desta obra. Todavia, exporemos a título de curiosidade quatro ou cinco nomes dos considerados mais importantes e citaremos alguns desses exemplos, que poderão ser consultados na internet pelos renitentes.

Perguntarão então alguns: como, perante tantas evidências conclusivas, o Espiritismo não tenha ainda alcançado o lugar de destaque, que talvez já merecesse?

É realmente uma pergunta interessante, polêmica e de difícil resposta. Todavia, entendemos que a nossa interpretação, à semelhança de outras que nos soaram aos ouvidos, não ande muito longe da verdade. De fato, o mundo contemporâneo teve um impetuoso desenvolvimento industrial durante o séc. XX, levando fatalmente ao incremento do capitalismo e, como tal, ao materialismo. Além disso, persiste a tendência em negar aquilo que se desconhece. Acreditamos que estas premissas possam ter nublado a realidade existencial, ocultando a verdade que o homem persegue desde os primórdios da civilização: de onde viemos, porque viemos e para onde iremos.

Nesse sentido, faremos uma amostragem do trabalho de alguns cientistas que se dedicaram à comprovação dos fatos espíritas.

Alexandre Aksakof (Rússia - 1832-1903) – diplomata e conselheiro de Alexandre III, czar russo; doutorou-se em Filosofia e notabilizou-se na investigação e na análise dos fenômenos espíritas.

Foi professor da Academia de Leipzig e fundador, em 1874, da revista Psychische Studien (Estudos Psíquicos), na Alemanha. Em 1891, lançou em Moscovo a revista de estudos psíquicos Rebus: a primeira do gênero na Rússia.

Começou a estudar os fenômenos espíritas em 1855, quando se encontrava na Alemanha, em missão diplomática.

Foi colaborador de William Crookes nas experiências de materializações do espírito de Katie King; fez parte da comissão de Milão para investigação dos fenômenos produzidos por Eusápia Palladino, com a qual efetuou numerosas experiências e observações científicas que serviram de fundamentação para a sua obra mais importante: Animismo e Espiritismo, publicada em 1890.

Homem de ciência e de uma convicção inabalável, jamais temeu a crítica, dizendo: “Não tenho outra coisa a fazer senão afirmar publicamente o que tenho visto, entendido e ouvido”.

Ernesto Bozzano (Itália - 1861-1943) – Mestre em psicologia, filósofo e grande pensador. Foi no passado, um dos maiores ou talvez o maior de todos os pesquisadores dos fenômenos espíritas, e estudioso profundo do psiquismo humano. Foi tão incrédulo inicialmente, que chegou a dizer: “Fui positivista-materialista a tal ponto convencido, que me parecia inacreditável existirem pessoas cultas dotadas normalmente de sentido comum, que pudessem acreditar na existência e sobrevivência da alma”.

Durante cinco anos desenvolveu intenso trabalho, obtendo no centro de estudos que fundou, quase todos os fenômenos espíritas conhecidos, inclusive seis casos de materializações de espíritos perfeitamente visíveis. Tudo isso e mais um fato extraordinário ocorrido no primeiro aniversário da desencarnação de sua mãe, em 1913, – uma médium escreveu num pedaço de papel, os últimos versos do epitáfio que ele escrevera naquele mesmo dia, e havia deixado, sem que ninguém o soubesse, no túmulo daquela que lhe dera o ser – tudo isto só serviu para robustecer mais a sua crença no Espiritismo, que defendeu com as suas obras.

Do seu grupo experimental faziam parte o Dr. Giuseppe Venzano, Luigi Arnaldo Vassalo, diretor do periódico “Século XX”, de Génova, e os professores Enrique Morselli e Francisco Porro, da Universidade de Génova; levou cerca de nove anos estudando, pesquisando, comparando e analisando, para só então publicar o seu primeiro artigo: “Espiritualismo e Crítica Científica”.

De 1906 a 1939 colaborou na revista espírita “Luce e Ombra” (Luz e Sombra), escrevendo também centenas de artigos para as revistas metapsíquicas da Itália, França e Inglaterra. Possuía biblioteca com mais de três mil volumes, e as suas classificações analíticas constituem um monumento de paciência, inteligência, perícia e perseverança. Trabalhava mais de 14 horas por dia, deixando-nos no decurso de 52 anos, uma obra vastíssima, além de várias monografias incompletas.

Ernesto Bozzano começou a escrever artigos sobre mediunidade em 1900, e foi presidente de honra do 5º Congresso Espírita Internacional, de 01 a 10/9/1934, em Barcelona (Espanha).

César Lombroso (Itália – 1835-1909) – cientista universalmente conhecido pelos importantes trabalhos realizados no campo jurídico. Converteu-se ao Espiritismo depois de haver realizado experiências sobre a mediunidade de Eusápia Palladino, que lhe fora apresentada pelo professor Ercole Chiaia, de Nápoles. Em uma das sessões com esta médium, assistiu à materialização do espírito de sua própria mãe.

Daí por diante, Lombroso não teve dúvidas quanto à sobrevivência e à comunicabilidade dos espíritos. Escreveu várias obras, tanto no campo de medicina quanto no campo da filosofia. Sobre o Espiritismo escreveu a obra “Pesquisa sobre os fenômenos hipnóticos e espíritas”, onde relata todas as experiências realizadas, não só com Eusápia Palladino, como também com outros médiuns de efeitos físicos.

Lombroso estudou nas Universidades de Pádua, Viena e Paris, sendo posteriormente (1862-1876), professor de psiquiatria na Universidade de Pavia, e de medicina forense e higiene (1876), psiquiatria (1896) e antropologia criminal (1906), de cuja faculdade foi fundador, na Universidade de Turim. Foi também diretor de um asilo mental em Pesaro, Itália.

William Crookes (Inglaterra - 1832-1919) – sábio inglês e pesquisador de grande acuidade, realizou durante os anos de 1870 a 1873, experiências que se tornaram clássicas, com a médium extraordinária que foi Florence Cook. Consideradas as mais completas do gênero, demonstraram à sociedade que os fantasmas voltam e tornam-se visíveis, tangíveis e examináveis, de modo a não deixar dúvidas quanto à imortalidade do espírito e a possibilidade de comunicação com os vivos. O espírito Katie King deu a Crookes todas as oportunidades de exame sério, e cercado de todas as cautelas de comprovação da sua imortalidade, mediante métodos rigorosamente científicos.

Citaremos então a seguir alguns dos nomes proeminentes no campo científico, que se dedicaram ao estudo dos fenômenos espíritas, e que poderão ser investigados por quem duvidar: Ercole Chiaia, Frederico Zollner, William Crawford, Robert Hare, Alfred Russel Wallace, William Edward Weber, Gustave Theodore Fechner, Gustave Geley, Frederic Myers, Charles Richet (prémio nobel de medicina e da paz), Oliver Joseph Lodge, William Barret, Carl Du Prel, Julian Ochorowicz, Eurico Morselli, Mapes, Robert Dale Owen e, entre tantos outros, para finalizar, James Hervey Hyslop, professor da Universidade de Colúmbia (Nova Yorque) que afirmou: “... foi meu pai, foram meus tios e meus irmãos falecidos, com os quais me entretive em profundo contato, que me provaram que a morte não existe e que a alma é imortal”...

Além destes eminentes pioneiros na comprovação científica, não poderíamos deixar de mencionar os nomes de outros proeminentes obreiros na divulgação do Espiritismo: Léon Denis, na França e Europa, após o desencarne de Allan Kardec; Bezerra de Menezes, que passou para a posteridade como o médico dos pobres, e grande baluarte do espiritismo brasileiro, declarando publicamente em 16 de Agosto de 1886, a sua adesão à nova corrente doutrinária; Eurípedes Barsanulfo, grande dedicação ao ensino e cura de enfermos, fundador do famoso Colégio Allan Kardec em Sacramento (Minas Gerais); Cairbar Schutel, grande timoneiro de Matão (SP), fundador do Centro Espírita dessa cidade, com um jornal e editora do mesmo nome e também da Revista Internacional de Espiritismo; quem não conhece o nosso querido Chico Xavier, o gigante da psicografia e do sublime exemplo de humildade, amor e caridade; Raul Teixeira, um dos oradores mais requisitados do Brasil, fundador do Remanso Fraterno em Niterói, uma obra assistencial e educacional para crianças carentes e, entre tantos outros de invulgar envergadura, destaca-se o gigante da oratória, Divaldo Pereira Franco, o baiano de Feira de Santana, fundador da celebérrima Mansão do Caminho, no bairro Pau da Lima, de Salvador (BA), talvez a maior obra assistencial e educacional de crianças carentes, já levada a cabo no Brasil, e no entendimento de alguns, o maior tribuno e “caixeiro-viajante” de todos os tempos do Espiritismo.

Perante estes considerandos e constatações, duvidamos que não sinta uma grande curiosidade pela leitura desta pérola preciosa da literatura universal. Bem vindos aqueles que assim decidirem!

Seja um difusor da verdade existencial, ajudando assim a materializar a paz e a solidariedade neste sofrido planeta Terra...

Fraternalmente 

http://www.olivrodosespiritos.com.br/espiritismo-livro-dos-espiritos-principio





 
Fonte: O Livro dos Espíritos por email
 

 
 
 
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