No recém lançado O óbvio que ignoramos(editora Leya), o autor Jacob Pétry, gaúcho radicado nos Estado Unidos, esmiúça detalhes do desenvolvimento da carreira da übermodel e conta qual foi a influência do pai da Top no processo de construção do sucesso da modelo.
“Tudo o que eu aprendi na vida foi meu pai quem me ensinou”, confessou Gisele, em maio de 2005, quando questionada sobre a fórmula do seu sucesso, pela ISTOÉ[1]. “Se não fosse ele, não seria o que sou”, ela disse. Exagero ou não, a confissão gera uma pergunta inevitável: até onde Valdir Bündchen influenciou a impecável carreira de Gisele? E se o que Gisele diz é verdade, o que foi que Valdir ensinou a ela? São essas perguntas que o jornalista Jacob Pétry responde no seu mais recente livro O óbvio que ignoramos, lançado pela editora Leya, em meados de julho.
O livro não chega perto de uma biografia da Top. Porém, em cada capítulo, tanto Gisele como Valdir, aparecem para comprovar a tese do autor: de que o sucesso não é resultado de fatores mágicos, mas de detalhes simples e óbvios, ignorados no dia a dia. A forma das aparições dos Bündchen diverge. Às vezes é com um fato da carreira da modelo, outras, uma história envolvendo a família inteira ou ainda, apenas uma citação de Valdir, de quem o autor é amigo pessoal. Entre um relato e outro, Pétry forma um ziguezague onde costura com maestria fatos e conceitos que no final das contas transformam-se em grandes lições para quem busca uma atuação extraordinária na vida.
Saiba mais:
O que dizem sobre O óbvio que ignoramos:
Com uma linguagem acessível, o escritor aponta os equívocos que envolvem os mitos do fracassado e do bem-sucedido e ensina a superar os problemas que interferem na realização do próprio potencial.
A Folha de São Paulo – São Paulo
Não se trata de livro de auto-ajuda. Ao contrário, delineia a melhor forma para descobrirmos, de maneira clara e sem peso e medo, uma combinação de fatores que poderá ensejar o topo ou evitar o fracasso.
Ralph Peter – Empresas & Negócios – São Paulo
Jacob Petry analisa trajetórias consagradas em diversas áreas como moda, cinema e a física, oferecendo conselhos úteis para que o leitor aprenda com a simplicidade o que leva ao sucesso.
Igor Correia – O Povo - Fortaleza
Considerando estudos de diferentes disciplinas, avaliando trajetórias inegavelmente bem sucedidas e convertendo importantes lições em ferramentas de fácil manejo, Jacob Pétry apresenta o óbvio de uma maneira surpreendentemente nova. Sua obra fornece elementos concretos para tornar mais simples e acessível o caminho para sucesso profissional.
Jornal Brasil – DF
Além de Gisele Bündchen, Jacob também analisa histórias de Elizabeth Gilbert, Paulo Coelho, Bill Gates, Beatles, Warren Buffet, John Kennedy e outros. Além de grandes empresas como Walmart e Lexus. Para o autor, sucesso é uma questão pessoal, sem fórmula, é descobrir nosso potencial e desenvolvê-lo ao limite.
O Fuxico
No momento em que as notas do Enem 2009 são apontadas como parâmetro de qualidade das escolas brasileiras, considero oportuno refletir sobre a opinião do jornalista e filósofo Jacob Petry no livro “O Óbvio Que Ignoramos”.
Antônio Carlos Macedo – Diário Gaúcho - RS
Jacob Pétry mostra exemplos de pessoas de sucesso e afirma que um erro cometido por quem não alcança a posição que deseja é melhorar os pontos fracos e esquecer os fortes. A chave principal de tudo, segundo ele, é descobrir o talento e focar nele.
Selma Silva – Correio de Uberlândia – Minas Gerais
PERGUNTAS E RESPOSTAS:
Com Jacob Pétry, sobre O óbvio que ignoramos, editora Leya.
1 - Porque, normalmente, nos focamos mais em nossos erros do que em nossas qualidades? A nossa educação colabora para isso?
Isso é um erro cultural que afeta as pessoas no mundo inteiro. O que acontece na escola, por exemplo, é triste. A escola, do jeito que está sistematizada, atrofia o talento dos alunos, bloqueia a criatividade e estimula a mediocridade em massa. O que acontece com um aluno nota 10 em matemática, mas que tenha dificuldades em gramática? Toda concentração de esforços passa a ser em gramática, seu ponto fraco. O seu talento natural, a matemática, é ignorado e você é forçado a investir seu tempo e energia na tarefa de reforçar seu ponto fraco. O resultado é que acabamos seguindo essa orientação para a vida adulta e o que conseguimos é atingir apenas a média.
Desenvolver a área dentro do nosso potencial é a forma de nos destacarmos. Se há potencial há interesse da pessoal e capacidade para se diferenciar no mercado. Acredito que os professores deveriam gastar mais tempo ajudando as crianças a identificar e desenvolver suas habilidades. A escola deveria ajudar efetivamente a criança a descobrir o seu potencial, abrindo caminho para que, no futuro, ela possa investir na área de sua competência.
2 - Que atitudes no dia a dia colaboram para o nosso sucesso?
O primeiro passo é encontrar nosso talento natural. Depois, buscar campos onde esse talento possa ser explorado e aperfeiçoado com conhecimento, técnicas e prática. É claro que existem outros fatores indispensáveis, como definição de um propósito específico e claro, foco, determinação, autoconhecimento, perseverança, integridade, empatia e humildade. Mas sem esse primeiro passo, os demais fatores se tornam ineficientes e, muitas vezes, artificiais. Uma vez definido o primeiro passo, a meta deve ser tornar-se um profissional indispensável, desenvolvendo a criatividade, abrindo mão da segurança que a estabilidade nos oferece. Isso significa assumir riscos de se perder ao longo do caminho e quem sabe assim, encontrar um atalho até então não descoberto. Só encontramos atalhos quando nos perdemos.
3 - A tendência é termos mais dificuldades em focar em nossas qualidades na área profissional ou pessoal?
As pessoas que tem dificuldade em focar-se nas suas qualidades pessoais, tendem a repeti-lo na área profissional. Aquilo que fazemos está profundamente interligado com o que somos. As conquistas internas sempre precedem as conquistas externas. Não conseguimos avançar na tentativa de mudar o que fazemos sem simultaneamente modificar o que somos. Em todos os capítulos abordo um pouco isso, pois entender esse processo é a chave para dar a guinada nas duas áreas.
4 - Se é tão simples e óbvio, quase uma fórmula, porque a maioria das pessoas ignora estas atitudes?
Porque a genialidade está sempre no óbvio. Somos continuamente motivados a desafiar o que não conhecemos e esquecemos, na maioria das vezes, de cuidar das coisas que estão na nossa frente. As tratamos como coisas resolvidas, fáceis e dedicamos pouco tempo para observá-las e acabam, por isso, se perdendo. Perdemos tempo com excesso de escolhas que dispersam nosso foco e acabam por destruir nossas oportunidades pessoais. No livro tudo o que coloco parece óbvio depois que explico, mas porque não fazemos? Por isso mostro pesquisas que comprovam tudo, pois só assim posso convencer os leitores de que vale mesmo a pena escolher um foco e investir pesadamente nele.
5 - Porque as pessoas mais inteligentes quase nunca são as que mais se destacam na vida?
Quando você rotula uma criança de inteligente, duas coisas geralmente acontecem: 1) Ela deduz que nasceu com inteligência superior a de seus colegas e por isso supõem que não precisa se esforçar tanto. 2)Ela evita de se expor a tarefas mais difíceis porque se falhar, acredita que colocará em risco seu conceito de inteligência superior. Com o passar dos anos, esses dois fatores anulam qualquer vantagem no nível de inteligência que uma criança possa ter sobre a outra, que se dedica e que se expõe a desafios mais difíceis. E a inteligência numa área não garante que alguém aprenda gerir a si próprio no mundo profissional, onde a experiência e o trato social ajudam a desenvolver esse talento.
6- É mais importante a prática do que a teoria?
A teoria é uma parte da prática, e vice-versa. Saber e não fazer é o mesmo que não saber. Se você sabe ler, mas não lê, onde está a diferença? A diferença apenas se manifestará no momento em que você começar a ler. Mas na busca frenética por resultados ou vantagens a curto prazo, freqüentemente nos frustramos quando usamos a prática sem orientação. Se você, por exemplo, escorar a escada contra a parede errada, a ação de subir apenas lhe ajudará a chegar onde você não quer. O foco excessivo na teoria cria o vício da inatividade; o foco excessivo na prática cria a ineficiência. A eficácia está no equilíbrio.
7 – O que é mais recomendável: transformar uma deficiência em sucesso, ignorá-la ou deixá-la de lado e se concentrar em uma qualidade? E o que seria melhor?
Não existe tal coisa como “o gênio 24 horas”. Einstein tinha dificuldade de encontrar o caminho de casa. Churchill, em visita a Nova York, foi atropelado porque ao atravessar a rua, ao observar se não vinha carro, olhou para o lado contrário. David Hume ficou uma semana de cama porque não suportou uma crítica feita a um de seus livros. Todos possuem deficiências. O erro está em investir excesso de tempo e energia e tentar torná-las um ponto forte. É impossível transformar um ponto fraco num sucesso. O máximo que conseguimos é melhorá-lo até um nível razoável, medíocre. Podemos melhorar um pouco em praticamente tudo. Mas a questão é saber se podemos alcançar um desempenho notável e quase perfeito nas áreas onde temos deficiências. A resposta é não.
8 - O que é determinante para alcançarmos o sucesso?
Tem muita gente dizendo que as pessoas precisam ser pró-ativas, ter criatividade, iniciativa, serem competentes. Mas elas não explicam como, nem tampouco, onde podemos buscar essa criatividade. Só há uma área onde podemos ser verdadeiramente criativos: e isso é onde está nosso talento. Então, para obtermos sucesso é determinante que desenvolvemos nossa vida na área onde está nosso talento. Que criemos um propósito claro e específico sobre a convergência de três fatores básicos: talento, paixão e renda. Esse é o ponto de partida indispensável. Quando atuamos dentro da área de nossas habilidades, temos noção do nosso próprio valor, e essa noção vem do íntimo, por isso se torna terreno fértil para fatores como integridade, honestidade, coragem, determinação e atitude. Esses fatores nos fazem reconhecer a necessidade da busca do foco, prática e conhecimento. A criatividade e a iniciativa serão uma conseqüência natural e surgirão ao longo do processo.
9 - Qual o papel da educação teórica no sucesso?
A educação teórica não produz criatividade. Universidades, por exemplo, não produzem escritores. Elas produzem críticos literários. Para ser um crítico você não precisa criatividade, basta conhecimento e técnica. Entretanto, criatividade, por si, não é garantia de sucesso. Ela precisa ser estimulada com conhecimento e prática. Nisso, a educação teórica é fundamental. Todas as pessoas de sucesso, mesmo quando não são freqüentadoras de escolas, são ávidos leitores. Como atuam na área onde está seu talento, elas são apaixonadas, curiosas, insaciáveis. Essa é a vantagem de focar-se na área onde estão nossos pontos fortes. Ali, tudo flui naturalmente, não há resistência, sentimos prazer, paixão e empatia pelo que fazemos o tempo todo. Não existe trabalho, apenas desenvolvimento. Em resumo, o talento nos diz “o que fazer” e “o porquê fazer”, a educação teórica nos ajuda a explicar o “como fazer”.
10- Como aprender com as nossas deficiências?
Observe o exemplo de Gisele Bündchen. No início da carreira, profissionais da moda lhe disseram que ela nunca conseguiria estampar uma capa de revista porque tinha o nariz muito grande. Estava aí um ponto fraco que ameaçava ofuscar o brilho de todos os seus pontos fortes. Como Gisele lidou com isso? Ela passou a estudar os comandos dos fotógrafos, o tipo de iluminação ideal e seus melhores ângulos para fotos. Em pouco tempo, o nariz saliente, seu ponto fraco, com a iluminação ideal e sob o ângulo apropriado, tornou-se um dos seus pontos fortes. Ela trabalhou em cima de sua fraqueza apenas o suficiente para que ela não solapasse suas habilidades. Se as fraquezas prejudicam nossos pontos fortes, precisamos desenvolver estratégias para contorná-las. Mas ter consciência que aprimorar nossas fraquezas apenas evitará o fracasso, o que pode nos ajudar a atingir a excelência. Mas a excelência em si, apenas é capaz de aflorar dos nossos pontos fortes.
11-O que as personalidades citadas no livro, além do sucesso, têm em comum? Quais atitudes?
Meu estudo se concentrou na vida das pessoas antes do reconhecimento. Interessei-me, de forma específica, pela base, o fundamento que levou essas pessoas a excepcionalidade. Os resultados foram surpreendentes. Einstein tirando nota mínima em física, seus professores o orientando a cursar direito; Stallone limpando as jaulas do Zôo do Brooklin à noite para ter os dias livres e tentar um papel de ator, Elizabeth Gilbert trabalhando de garçonete enquanto acumulava cartas de rejeições das editoras, Gisele Bündchen encarando oito meses de testes sem assinar um único contrato. Seguem os pontos em comum:
- Todas tiveram uma origem muito mais simples e normal do que poderíamos imaginar.
- Todos detectaram seu talento, traçaram um propósito e eliminaram qualquer possibilidade de abrir mão desse propósito.
- Para superar os momentos difíceis, criaram imunidade à rejeição, compreenderam que falhas e imperfeições são normais, e não tentaram justificar o fracasso e aceitá-lo, inventando desculpas para desistir.
- Nesse processo, tornaram-se humildes e aprenderam a simplicidade como regra.
- Focaram-se mais na energia do que no tempo.
- Buscaram um profundo autoconhecimento, definindo quem são por dentro, não por opiniões ou comparações feitas pelos outros.
- Todos viveram de acordo com seus valores, seu senso de identidade, integridade, e tiveram o controle e a direção sobre suas vidas.
Para entrevistas com o autor, fotos ou maiores informações contate:
Andrea Jocys
andrea@belemcom.com.br
São Paulo +55 (11) 2769 3806 / (11) 8146-2630
Rio de Janeiro +55 (21) 3826 2490
www.belemcom.com.br
A Belém Com é fundadora da Rede Brasileira de Gestão de Imagem, formada por empresas de comunicação especializadas e que atendem a poucos e selecionados clientes.
[1]Leia a reportagem da Istoé em: http://
www.terra.com.br/istoegente/299/entrevista/index.htm
www.jacobpetry.com /
www.twitter.com/obvioqignoramos
Palestras e eventos com o autor:
PAULO BARBOSA | Marketing Management
MSN/e-mail:
paulorbarbosa@hotmail.com
Fones: (41) 9676 5599 | 3053 9117
Informações para imprensa sobre o livro:
Andrea Jocys | Belém Com
mail:
andrea@belemcom.com.br |
www.belemcom.com.br
Fones: SP (11) 2769 3803 | 8146 2630 RJ (21) 3826 2490